Há mais ou menos um ano e meio, eu conheci um garoto chamado Pedro Reghellin Kirinus; popularmente chamado de Kirinus. Quando o conheci, fiz meu ultimato "Esse é daqueles que se acha 'o' pegador e é marrento." sem ao menos tentar conhecê-lo. Não minto que ele tinha tudo para ser assim; tem um rosto bonito, é magro e com o corpo definido, e provavelmente já ficou com cinco vezes mais garotas que eu.
Passei os primeiros quatro meses aturando-o porque ele era amigo de um novo amigo meu.
Aos poucos eu fui vendo que ele não era tão chato e idiota como eu achava. Era meu colega na equipe de voleibol do mestre Laporta, então passávamos um bom tempo juntos semanalmente.
Mas eu só fui realmente abrir meus olhos quando ele foi o primeiro a estender a mão para me ajudar numa situação que se passava entre uma amiga dele e eu.
Deirdre, ela é outro problema, então atenhamo-nos nele, que é sobre quem escrevo.
Eu fiquei surpreso quando ele, aquele que sempre pareceu um babaca para mim foi o primeiro a me ajudar. Só então fui conhecê-lo de verdade. Só então toda aquela barreira que me impedia de ver quem ele realmente era sumiu.
Hoje, tenho a honra de dizer que mesmo tendo convivido só um ano e meio, ele é um dos meus melhores amigos. Daqueles que vêm e mesmo sem querer acaba desbancando os que antes eram os ''mais''.
Eu sei, eu nunca quis que meus melhores amigos mudassem, mas faz parte da vida. É impossível ter muitos melhores amigos ao mesmo tempo. É impossível, por mais que a gente tente.
Essa chegada dele em minha vida, foi algo que me surpreendeu muito, abriu meus olhos mais uma vez.
E por mais que eu soe muito gay nesse texto, eu não me importo nem um pouco. Ele é um dos meus melhores amigos, e por ele não ligo que o texto pareça assim.
Muito ele já me ajudou. Muito ele já me ouviu, e muito eu já o ouvi.
Todo mundo tem uma amizade que começa pelo mais estúpido motivo.
Se você não tem, aguarde, eventualmente vai acontecer. I know it.
Provavelmente ele nunca vai ler isso, mas mesmo assim:
Obrigado Kirinus.
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